quarta-feira, 17 de maio de 2017

Livro O Irmão Branco


Em breve na versão impressa.

Obra autorizada pela Fraternidade oculta denominada “OS IRMÃOS”, o livro “O IRMÃO BRANCO” - Autobiografia de um Ocultista é um livro complementar àquele por narrar coloquialmente os ensinamentos diretos do Mestre M. a seu discípulo, possibilitando ao estudante sincero o vislumbre das belezas inenarráveis do mundo mental, onde penetramos, todos os dias, através das portas do sono reparador e, ao mesmo tempo, nos alerta para os perigos do que intitula “poderes negros” excepcionalmente atuantes em nosso dia-a-dia sem nos apercebermos do fato.



MERLIN DESPERTA!


Merlin desperta! E com sua magia encanta os bosques e as águas. Toca nossas pálpebras com sua varinha de condão para que possamos ver a ninfa amante do luar; a Nereida vestida de mar e o Silfo envolto nas nuvens, a Salamandra no âmago da chama e os Gnomos barbudos encerrados no seio da Terra. Os trovadores novamente são chamados de seu sono pesado para fazerem, de suas janelas, serenatas ao lírio da noite. Convidam-nos novamente aos torneios os cavaleiros fidalgos, revestidos de cintilantes pétalas douradas e prateadas alardeando suas flâmulas desfraldadas na névoa cinzenta do dia.
Antes que o barro fosse refinado senti o doce vento do espírito e ouvi o sussurro lânguido da sabedoria que move as estrelas; antes que a alma pudesse sentir o ritmo harmonioso do lado mais sombrio e caótico das coisas, caminhei sob o esplendor tranquilo do infinito que será reivindicado pelas máscaras escuras da tristeza. A abóbada do dia se desfez em noite sem estrelas, obscurecendo as colinas onde os arautos da beleza trombetearam mensagens para o homem.
Almas que seriam Prometeanas têm de aprender a conquistar, além da miragem da branca estrada que as fascina, o dragão dentro de si mesmas. Acresce que a força dos precipícios intransponíveis e a velocidade delicada da corça somente serão suas quando estiverem preparadas. Mas, antes da vitória virá a solidão da noite. Se eles são os flautistas que repetem a música da Natureza, suas flautas tornar-se-ão frágeis e quebradiças e os acordes da Divina Mãe somente serão ouvidos de forma lânguida e apenas como fragrância serão lembradas. Todos os instrumentos musicais serão colocados em desuso porque todas as coisas estarão sem seiva e sem nutrição. Os corcéis alados da imaginação dormirão, mas das sementes do tormento crescerão as flores de amaranto.